História do Clan

A génese dos Portuguese Rangers (PTRANGER) remonta ao final de 2004, quando o founder Spetnaz, um ex-jogador dos “Criminals in Action”, decidiu fundar um novo projeto no America’s Army 2 (AA2), com o objetivos bem claros de a médio prazo, se tornar numa potencia nacional e numa referência europeia. Assente numa estrutura bem delimitada, a ideia era implementar uma vasta componente de lazer, que com o tempo permitisse sustentar uma verdadeira vertente competitiva.

Em 2005 iniciaram a sua atividade competitiva, participando em diversas competições da Teamwarfare League (TWL), para iniciar projeção do nome do clan, aumentando as probabilidades de recrutamento. Ainda em 2005, participou em algumas competições nacionais patrocinadas pela Comunidade Portuguesa de AA2 (AAOPT), onde eram membros bastante ativos, mais uma vez com o objetivo de projetar e cimentar o nome dos PTRANGER no panorama nacional.

Em 2006 começam a aparecer os primeiros resultados competitivos, sobretudo em algumas ladders de segunda linha, que permitiu fomentar o “bichinho” competitivo sempre presente nos objetivos do então clan português de AA2. Também em 2006 dam-se dois enormes revezes no desenvolvimento do clan, com o abandono pouco amigável de 2 elementos bastante influentes no clan, sendo que um dele exercia à data as funções de líder do clan.

Após as lições negativas do ano anterior, 2007 acabaria por se tornar importante na implementação nacional do clan, na medida em que com algumas restruturações a nível organizacional e a nível competitivo, o clan passaria a focar-se mais na parte competitiva, iniciando-se aqui a construção da equipa que viria a dominar toda a cena competitiva nacional a nível do AA2, no futuro próximo.

Assim, em 2008, os resultados competitivos começam a aparecer, inicialmente com a chegada a finais de várias competições nacionais, e mais tarde com a chegada à final da Open League da Season 6 da Cyber Athletic League (CAL), catapultando o clan para um patamar de potência nacional e de referência europeia no AA2, conforme fora definido na génese do clan, como um dos seus grandes objetivos.

Contudo, o ano da consagração apenas chegaria no ano seguinte, quando em 2009 passa a dominar o panorama nacional, vencendo várias lans e torneios a nível competitivo, onde destacamos a vitória na 10ª XLParty Kaspersky Americas Army Championship e na Liga da I AAOPT Lan Party, mas também porque à data se tornara no clan português de AA2 mais antigo ainda no ativo. Se a nível nacional o domínio era absoluto, a nível europeu, a performance era idêntica, tendo vencidos duas grandes ligas, nomeadamente a CNL Noobs Series 4v4 que à data pelas equipas que participaram estava ao nível de uma Open League de referência, mas em especial, pela vitória na SGL Premiership Season 10 4v4, que à data foi tida como uma das principais Main League europeias.

Porém em 2009, nem tudo foi positivo. Devido ao sucesso do projeto, os Portuguese Rangers foram convidados a integrar uma multigaming nacional que se encontrava em ascensão, os Paranoids eSports, que no entanto acabaria por não vingar devido a motivos alheios aos PTRANGER. Também em 2009, dá-se o lançamento do America’s Army 3(AA3) que viria a dividir a já pequena comunidade de jogadores de AA. Para arruinar ainda mais o jogo que apesar de estar a perder adeptos em públicos, estava a ganhar equipas e força a nível competitivo, o AA3 foi lançado muito prematuramente, sendo impossível jogar até ao lançamento de vários updates corretivos, descredibilizando ainda mais o jogo, que viria no imediato a perder todas as competições e a levar os PTRANGER a um períodos de hibernação, onde a sua representatividade ao longo dos 4 anos seguintes, passou a ser residual por parte de alguns membros.

Durante estes 5 longos anos, os Portuguese Rangers tiveram altos e baixos como qualquer outra organização, tendo no entanto mantido sempre o foco naqueles que eram os seus principais objetivos e princípios, o que lhe permitiu atingir o topo nacional e internacional, superando as ambições do seu fundador. Neste primeiro lançamento passaram por este clan jogadores de topo e referências tais como Big, Ji, Mantus, Lcf, Mynder, Slipknot, Widow, Slb, Lifra, Frias, Pacman e Squila, todos sempre liderados pelo mesmo, o founder Spetnaz.

Entre 2009 e 2013, os PTRANGER passaram por um período de alguma inatividade, estando o nome do clan apenas representado pelos membros que insistiam em usar a tag do clan nos jogos que passaram a jogar. Apesar disso, o clan fez questão de manter o site com toda a historia, tendo mesmo acompanhado a mudança dos tempos com a criação do grupo oficial na Steam e a página oficial no Facebook, sempre pelas mãos do fundador, e sempre com os mesmos dois motivos: manter acesa a chama dos Portuguese Rangers e manter vivo o passado de gloria do clan.

Em 2013 com o lançamento da nova versão do AA, o America’s Army Proving Grounds (AAPG), vários antigos jogadores de AA regressaram às origens para experimentar a nova joia da coroa, tendo nostalgicamente muitos antigos membros perguntado pelo “velho” clan português. Assim e depois de alguns desafios lançados, os PTRANGER voltam a ser reeditados no final desse mesmo ano, novamente pelas mãos do seu fundador, Spetnaz, mas desta feita com a ajuda de 3 novos elementos que muito auxiliaram à concretização do novo projeto, Iceman, Amapower e Komayo.

Em 2014 tal como na altura em 2005, o primeiro ano foi um ano de muitas adaptações e restruturações na procura de um rumo estável, com um crescimento sustentável. Os objetivos e princípios porem mantiveram-se inalterados, face aos objetivos e princípios iniciais da génese do clan, onde novamente a médio prazo, se pretendia tornar os PTRANGER numa potencia nacional e numa referência europeia, sempre assente numa estrutura bem delimitada, onde a ideia era implementar uma vasta componente de lazer, que com o tempo permitisse sustentar uma verdadeira vertente competitiva.

No ano de 2015 o clan já com uma estrutura bem implantada no panorama nacional de AAPG, começou gradualmente a surgir com frequência nas diversas competições que iam aparecendo. Contudo e fruto de a TWL estar a passar por um período muito conturbado, a competições existente era escassas e de pequena escala, o que levou a que apenas no final desse mesmo ano se começasse a atingir a consistência desejada nos resultados, concretizada com algumas finais e vitórias em competições de segunda linha, onde destacamos a final da ESL EU 5v5 Open League Summer (Eletronic Sports League).

No entanto 2015 viria a tornar-se importante não apena pela vertente competitiva do AAPG, mas também pela vertente organizacional, visto ter sido no final desse ano que os PTRANGER, até então unicamente um clan português de AA, voltam a associar-se a um projeto multigaming, o Portugal Gaming, tornando-se na divisão de FPS da nova multigaming. E é por esse motivo, que a partir de 2015, os Portuguese Rangers passam a contar com uma equipa de Arma 3, liderada pelo Serialtasted, onde a equipa se dedica acima de tudo ao modo COOP.

Em 2016, o projeto Portugal Gaming acaba por ruir, fazendo com que os Portuguese Rangers enquanto divisão de FPS siga o seu próprio caminho, tendo no entanto mantido a sua vertente mutigaming exclusivamente para FPS. Assim sendo e após a confraternização anual do clan, lançou-se o projeto de uma nova equipa, a de Rainbow Six Siege (R6), que viria a tornar-se na terceira equipa dos PTRANGER enquanto multigaming de FPS, liderada então pelo Yokochima. Nesse mesmo ano, a equipa de AAPG voltaria a mostrar consistência nos seus resultados, voltando a estar presente em mais uma serie de finais, onde destacamos a ESL EU 5v5 Winter Cup. Estava novamente, tal como no passado, atingido os objetivos do projeto, dominando toda a cena competitiva nacional e sendo uma das referências europeia do momento, sucesso alicerçado numa vasta componente de lazer, que sustentava uma verdadeira vertente competitiva.

Em 2017, a equipa de AAPG atinge a consagração total a nível europeu, vencendo a grande liga da TWL, TWL EU 5v5 Open League Season 1, que juntava toda a elite europeia, feito que quase viria a se repetir na segunda season da liga TWL, TWL EU 5v5 Invite League Season 2, onde mais uma vez atinge a final da Invite. No R6, a equipa dos PTRANGER também começa a ganhar peso no panorama nacional, passando a ser uma referência no mesmo, complementando esse prestigio com a vitória na [PC] Rainbow6 Siege [PT/PT] Cup 1. Ao nível do eSports, os Portuguese Rangers adicionam uma quarta equipa ao seu role de equipas, passando a contar com o Counter Strike Global Ofensive (CSGO) como jogo oficial, sob a liderança do Prise.

No entanto, este ano fica marcado acima de tudo ao nível organizacional. A então multigaming de FPS, volta a regenerar-se com o lançamento de um novo projeto, que passa pela restruturação de clan multigaming em clube eSports, naquele que é até então o projeto mais arrojado desta organização. Com este novo projeto, os objetivos que até então perduraram desde a sua génese até a esse ano, deixam de fazer sentido na sua forma isolada, sendo necessário ir mais além para abraçar a dimensão que os Portuguese Rangers ambicionam. Assim e ainda durante o ano de 2017, foram escolhidos os órgãos sociais e iniciados os trabalhos, num clube que agora ambiciona não só ser uma referência no eSports, mas também chegar ao mundo do Airsoft.

Mais uma vez, durante estes 5 longos anos, os Portuguese Rangers tiveram novamente altos e baixos como qualquer outra organização. Mais uma vez, o sucesso do seu projeto e do seu nome chegou além do ambicionado, garantido por objetivos e princípios bem delineados, mas acima de tudo por um grupo notável de jogadores e de referencias que ao longo do tempo passaram nesta casa, onde voltamos a destacar alguns deles tais como Incha, Pacman, Nixon, Mitus, Yokochima, Tuga, Qrz, Asanegra, Arkeiro, Noorie, Iceman, Grou, Prise e Psycho, todos sempre liderados pelo mesmo, o founder Spetnaz.